CINEMA | RESENHA | BATMAN V SUPERMAN

8,5 / 10

Por conta das críticas dos sites gringos farei essa breve explanação.

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Para poder dizer se algo é bom ou ruim, temos que entender o que é qual sua proposta e como foi feito.
Se você conseguir entender o que é e se a proposta foi atingida por meios competentes, só aí sim temos a capacidade de dizer que algo foi bom excelente perfeito ou competente.
No cinema não é diferente, o cinema é feito de histórias que são contadas através da visão e audição, não apenas a imaginação como nos livros e Contos. E a partir daí começaremos a conclusão do filme Batman V Superman a Origem da Justiça.

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Batman V Superman é a sequência imediata da história contada em Homem de Aço (onde um alienígena que foi enviado para a Terra quando bebê (pois seu planeta Natal estava prestes a explodir), confronta as  diferenças de viver em um planeta de natureza menos hostil, que o faz ficar com poderes divinos. E o ápice dessa primeira história é quando ele enfrenta seu último laço, o General Zod, com seu planeta Natal e escolhe proteger seu planeta Adotivo, pois o General queria transformar a terra em uma Segunda Kripton).

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Nessa sequência, a proposta é ver o choque da destruição e como o mundo reagiu após presenciar e sentir o efeito dessa luta entre dois alienígenas, mesmo que um estava defendendo do outro. Reações diversas, desde o mais poderoso até o mais humilde, dos com menos é até com os mais fé. Além de contar com as próprias dúvidas deste alien, desse Deus, deste estranho que ficou aqui, tendo que lidar com esses julgamentos, onde uma parte odeia pois tem medo, outra parte adora pois é a salvação. Também tinha a perspectiva dos poderosos, que não se viam mais com tanto poder. Essa é a proposta do filme.

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Daí por diante é a parte técnica de cinema como isso foi feito ( trilha sonora incrível, visual maravilhoso, interpretações perfeitas etc.). O roteiro por exemplo, teve dificuldade de estabelecer um mundo fictício ou onde existe um vigilante de crimes que combate vestido de morcego, e uma historiadora que é uma Amazona superpoderosa, isso tudo (e mais) além do extraterrestre!
Pela lógica, eles – de um jeito ou de outro – iam se cruzar, mas os roteiristas deram um jeito de deixar muito mais fluido e lógico. A raiva, o sentimento de impotência e de injustiça e o medo aproximou o vilão do filme E o anti-herói deste super-herói.

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O primeiro ato é esse jogo de ação e reação do desconhecido, tão superior, que o medo guia de forma distinta cada um os personagens principais, estabelecendo a Trama.

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O segundo ato são as consequências que depois se tornam manipulações e mal-entendidos que leva a história é um pré clímax em um ótimo fôlego, onde cenas distintas ao mesmo tempo tem a mesma atenção e você fica esperando o desfecho.

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Enquanto esses nós desembaraçam, outro nó é formado. No último ato tudo fica onde deveria ficar.
Onde Deus, uma semideusa e um Justiceiro humano lutam contra o demônio criado pelo medo do desconhecido, e todos os pecados são pagos pelo salvador, sendo não só o desfecho do terceiro ato, mas das duas histórias juntas.

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Sim, (irei reforçar) o filme é uma continuação direta do Homem de Aço e segue na linha temática Messiânica, onde no primeiro filme Ele (Superman) toma partido pelo lugar que ele foi criado e nesse filme ele, depois de ter dúvida sobre seus “irmãos”, entende o seu papel.

Então o filme acaba com seu propósito concluído com perfeição, a história foi bem contada, o ciclo foi completo, “Deus” entendeu e aceitou o seu destino de sacrifício, a humanidade também entendeu o Seu papel para com eles e dos Poderosos também; um continuou com medo e raiva; e o outro, que no início falhou e traiu Sua confiança, irá se redimir com o tempo, pois viu o sacrifício de perto, e passou a entender que ainda há homens bons… mesmo que o Seu Melhor exemplo não é apenas um homem.

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